quinta-feira, março 19, 2009






TUA
Desponta majestade, alaranjada,
quase redonda, ovalada.
Seu brilho reflete em camadas,
formando caminhos sobre a água.

Lá no horizonte nevoento,
a noite começa a caminhar.
Ouço o sussurro do vento,
que faz de vovê lembrar.

A saudade é quem chega primeiro,
bem antes que eu possa imaginar.
Que tendo o luar por inteiro,
há um abismo a nos separar.

Já não importa a lua,
que entre as estrelas vagueia.
E como Deusa, se insinua,
ser mais bela no período cheia.

Na sombra da luz da lua,
covardemente me escondo.
Pra não gritar__Eu sou tua!
Jamais terei outro dono...

(Djalma Chaves - Tio)
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