quinta-feira, maio 17, 2018

Status Social: em Paz





Não tenho mais habilidades para desculpas esfarrapadas que são, na verdade, estratégias covardes de manipulação emocional.

Informo aos 'jogadores' de plantão que meus ouvidos hoje são sensíveis a qualquer traço de afeto sincero, meus olhos alinharam-se às atitudes legítimas de generosidade, minhas mãos reconhecem o menor detalhe da reciprocidade e - o mais importante - meu coração aprendeu a escolher 'o que e quem' sim,  não e nunca; não por uma razão de privilégios, exclusivamente por coerência mesmo.

A vida não é tabuleiro, campo de batalha, palco ou picadeiro; ela é a arte da sensibilidade, o dom do amor, o cenário da sua história. Penso eu que deve ser um desperdício tamanho passar por aqui por qualquer outro motivo que não seja - simplesmente - a Paz.

- Lu Rossi -



sábado, maio 12, 2018

Feliz dia das Mães



A MELHOR MÃE DO MUNDO


                                                                                                                          
  Você é. Sua vizinha também. A Maitê. A Malu. A Cláudia. Eu, naturalmente. Somos as melhores MÃES do mundo. Aliás, essa é a única categoria em que não há segundo lugar, todas somos campeãs, somos bilhões de “as melhores” espalhadas pelo planeta. Ao menos, as melhores para nossos filhos, que nunca tiveram outra.
Não é uma sorte ser considerada a melhor, mesmo se atrapalhando tanto?
 MÃE erra, crianças. E improvisa. 
MÃE não vem com manual de instruções: reage apenas aos mandamentos do coração, o que tem um inestimável valor, mas não  substitui um bom planejamento estratégico. E planejamento é tudo o que uma mãe não consegue seguir, por mais que livros, revistas e psicólogos tentem nos orientar.
Um dia um exame confirma que você está grávida e a felicidade é imensa e o pânico também. Uau, vou ser responsável pela criação de um ser humano! (Papai também vai, mas em agosto a gente fala dele.) A partir daí, nunca mais a vida como era antes. 
 Nunca mais a liberdade de sair pelo mundo sem dar explicações a ninguém.
 Nunca mais pensar em si mesma em primeiro lugar. Só depois que eles fizerem dezoito anos, e isso demora. E às vezes nem adianta.
O primeiro passo é se acostumar a ser uma pessoa que já não pode se guiar apenas pelos próprios desejos. Você continuará sendo uma mulher ativa, autêntica, batalhadora, independente, estupenda, mas cem por cento livre, esqueça. De maridos você escapa, dos próprios pais você escapa, mas da responsabilidade de ser MÃE, jamais. E nem você quer.
  Ou será que gostaria?
De vez em quando, sim, gostaríamos de não ter esse compromisso com vidas alheias. 
 De não precisar monitorar os passo dos filhotes, de não ter que se preocupar com a violência que eles terão que enfrentar, de não sofrer pelas dores-de-cotovelo deles, de não temer por suas fragilidades, de não ficar acordada enquanto eles não chegam e de não perder a paciência quando eles fazem tudo ao contrário do que sonhamos.
Gostaríamos que eles não falassem mal de nós nos consultórios dos psiquiatras, que eles não nos culpassem por suas inseguranças, que não fôssemos a razão de seus traumas, que esquecessem os momentos em que fomos severas demais e que nos perdoassem nas vezes em que fomos severas de menos. Há sempre um “demais” e um “de menos” nos perseguindo. Poucas vezes acertamos na intensidade dos nossos conselhos e críticas.
 Mas é assim que somos: às vezes exageradamente enérgicas em momentos bobos, às vezes um tantinho condescendentes na hora de impor limites. A gente implica com alguns amigos deles e adora outros e não  consegue explicar por quê, mas nossa intuição diz que estamos certas. Mas de que adianta estarmos certas se eles só se darão conta disso quando tiverem os próprios filhos?
Erramos em forçá-los a gostar de aipo, erramos em agasalhá-los tanto para as excursões do colégio, erramos em deixar que passem a tarde no computador em véspera de prova, erramos em não confiar quando eles dizem que sabem a matéria, erramos em nos descabelar porque eles estão com os olhos vermelhos (pode ser resfriado!), erramos quando não os olhamos nos olhos, erramos quando fazemos drama por nada,
 erramos um pouquinho todo dia por amor e por cansaço.
O que nos torna as melhores MÃES do mundo é que nossos erros serão sempre acertos, desde que estejamos por perto.


- Martha Medeiros -

quinta-feira, abril 26, 2018

Ela já foi flor...


Ela já foi flor... 
e assim aprendeu que nem todos merecem flores, 
que nem todos sabem usufruir da delicadeza e merecem o 
melhor que uma alma de flor pode oferecer.

Ela já foi impulso...
 mas aprendeu que impulsividade conduz para gente manipuladora.
 O jogo dos prazeres é gostoso para quem nasceu apenas para isso. 
Para ela, que é tão por inteira, impulso passou a significar sofrimento.

Ela já foi daquelas que enxergava apenas o melhor nas pessoas, e assim se machucou.
 Aí tentou ser desconfiada, ver o pior, mas seu coração mole não soube ser desse jeito, 
por fim ela acabava sentindo como se esta não fosse ela.

Ela então passou a buscar o equilíbrio.
 Hoje ela sente quando a estão manipulando, sabe quem pode estar mentindo, 
se afasta mesmo quando ela queria dar chances.

Porque ter equilíbrio não significa ser perfeita nas escolhas, 
mas sim calcular quem vale o risco.
 Decidir apenas pelo coração é sofrer... deixar a emoção falar mais alto 
do que o sexto sentido é cometer os mesmos erros do passado.

Ela quer ser feliz, claro... mas hoje ela sabe escolher melhor quem 
vale os riscos da decepção.

Ela ainda procura, mas não está mais desesperada.
 E ela há de encontrar, porque as decisões que a machucaram 
não foram esquecidas.
 Ela aprendeu que a vida ensina pela dor, 
mas é também na dor que aprendemos sobre quem vale 
a pena deixarmos em nossa vida.

Felipe Sandrin


segunda-feira, abril 16, 2018

Hipocrisia



Particularmente eu acho uma baita hipocrisia quando uma pessoa tem mil amores pela outra, chama de amigo(a), trata bem, fica na cola, mas na hora da necessidade tira o corpo fora, ou nas alegrias se afasta pra ficar coçando o próprio ego. Ou é amigo, ou não é. Meio termo não existe para sentimentos. Eu realmente sou daquelas que não coloco mais no meu barco gente cheia de pesos, e se eu fosse você faria o mesmo. Observe quem esta do seu lado, aprenda a discernir quem esta por amor ou interesse, passa a peneira, e tire as pedrinhas que estão ferindo os seus pés. Não adianta ter uma multidão do seu lado, se nas horas mais precisas fazem de conta que você não existe. Bons amigos estão contigo pro que der e vier. Se não for assim, nem se aproxime.

Cecilia Sfalsin
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