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quarta-feira, julho 03, 2019

Mulher despida - Martha Medeiros






Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade - emocionalmente. 
Nudez pode ter um significado diferente. 
Muito mais intenso é assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história. 
É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente. 
Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos - aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana. 
Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.
Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expôr nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior. 
Mas é o que devemos continuar fazendo. 
Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro.
Não conheço strip-tease mais sedutor.



sábado, maio 12, 2018

Feliz dia das Mães



A MELHOR MÃE DO MUNDO


                                                                                                                          
  Você é. Sua vizinha também. A Maitê. A Malu. A Cláudia. Eu, naturalmente. Somos as melhores MÃES do mundo. Aliás, essa é a única categoria em que não há segundo lugar, todas somos campeãs, somos bilhões de “as melhores” espalhadas pelo planeta. Ao menos, as melhores para nossos filhos, que nunca tiveram outra.
Não é uma sorte ser considerada a melhor, mesmo se atrapalhando tanto?
 MÃE erra, crianças. E improvisa. 
MÃE não vem com manual de instruções: reage apenas aos mandamentos do coração, o que tem um inestimável valor, mas não  substitui um bom planejamento estratégico. E planejamento é tudo o que uma mãe não consegue seguir, por mais que livros, revistas e psicólogos tentem nos orientar.
Um dia um exame confirma que você está grávida e a felicidade é imensa e o pânico também. Uau, vou ser responsável pela criação de um ser humano! (Papai também vai, mas em agosto a gente fala dele.) A partir daí, nunca mais a vida como era antes. 
 Nunca mais a liberdade de sair pelo mundo sem dar explicações a ninguém.
 Nunca mais pensar em si mesma em primeiro lugar. Só depois que eles fizerem dezoito anos, e isso demora. E às vezes nem adianta.
O primeiro passo é se acostumar a ser uma pessoa que já não pode se guiar apenas pelos próprios desejos. Você continuará sendo uma mulher ativa, autêntica, batalhadora, independente, estupenda, mas cem por cento livre, esqueça. De maridos você escapa, dos próprios pais você escapa, mas da responsabilidade de ser MÃE, jamais. E nem você quer.
  Ou será que gostaria?
De vez em quando, sim, gostaríamos de não ter esse compromisso com vidas alheias. 
 De não precisar monitorar os passo dos filhotes, de não ter que se preocupar com a violência que eles terão que enfrentar, de não sofrer pelas dores-de-cotovelo deles, de não temer por suas fragilidades, de não ficar acordada enquanto eles não chegam e de não perder a paciência quando eles fazem tudo ao contrário do que sonhamos.
Gostaríamos que eles não falassem mal de nós nos consultórios dos psiquiatras, que eles não nos culpassem por suas inseguranças, que não fôssemos a razão de seus traumas, que esquecessem os momentos em que fomos severas demais e que nos perdoassem nas vezes em que fomos severas de menos. Há sempre um “demais” e um “de menos” nos perseguindo. Poucas vezes acertamos na intensidade dos nossos conselhos e críticas.
 Mas é assim que somos: às vezes exageradamente enérgicas em momentos bobos, às vezes um tantinho condescendentes na hora de impor limites. A gente implica com alguns amigos deles e adora outros e não  consegue explicar por quê, mas nossa intuição diz que estamos certas. Mas de que adianta estarmos certas se eles só se darão conta disso quando tiverem os próprios filhos?
Erramos em forçá-los a gostar de aipo, erramos em agasalhá-los tanto para as excursões do colégio, erramos em deixar que passem a tarde no computador em véspera de prova, erramos em não confiar quando eles dizem que sabem a matéria, erramos em nos descabelar porque eles estão com os olhos vermelhos (pode ser resfriado!), erramos quando não os olhamos nos olhos, erramos quando fazemos drama por nada,
 erramos um pouquinho todo dia por amor e por cansaço.
O que nos torna as melhores MÃES do mundo é que nossos erros serão sempre acertos, desde que estejamos por perto.


- Martha Medeiros -

quinta-feira, outubro 26, 2017

Gente Fina


Gente fina, é aquela que é tão especial,
que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa. Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação.
Todos a querem por perto.
Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões, quando necessário. É simpática, mas não bobalhona.
É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados:
sabe transgredir, sem agredir.
Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana.
Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho.
Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar.
Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia.
Gente fina não julga ninguém - tem opinião, apenas.
"Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera".
O que mais se pode querer?
Gente fina, não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa. Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros. Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra.
Gente fina é que tinha que virar tendência.
Porque, colocando na balança, é quem faz toda a diferença.


- Martha Medeiros -

domingo, maio 07, 2017

Gente Fina - Martha Medeiros






Gente fina, é aquela que é tão especial, que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa.
 Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação. 
Todos a querem por perto.
Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões, quando necessário. 
É simpática, mas não bobalhona.
 É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados:
sabe transgredir, sem agredir.
 Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana.
Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho.
Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar. 
Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia. 
Gente fina não julga ninguém - tem opinião, apenas. "Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera".
O que mais se pode querer? 
Gente fina, não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa.
 Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros. 
Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra. 
Gente fina é que tinha que virar tendência. 
Porque, colocando na balança, é quem faz toda a diferença.
                                                                                                                     - Martha Medeiros -






Boa Noite Gentyyy...
Uma semana abençoada pra todos!!❀ ღ

quarta-feira, março 08, 2017

Feliz dia da mulher pra todas nós!!!



"Quem você pensa que é?"

perguntou pra mim de queixo em pé...
Sou forte,
fraca,
generosa,
egoísta,
angustiada,
perigosa,
infantil,
astuta,
aflita,
serena,
indecorosa,
inconstante,
persistente,
sensata e corajosa,
como é toda mulher,
poderia ter respondido,
mas não lhe dei essa colher.

                                                             - Martha Medeiros -


Porque pra aqueles,que me conhece...



Eu sou aquela mulher
a quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida
e não desistir da luta,
recomeçar na derrota,
renunciar a palavras
e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos
e ser otimista.

                                                     - Cora Coralina -

Eu sou MULHER, 
mais especial, nesse grande dia.

- Feliz dia mulher !!! -

segunda-feira, agosto 22, 2011

Eu desejo que desejes



 Eu desejo que desejes ser feliz de um modo possível e rápido,desejo que desejes uma via expressa rumo a realizações não utópicas,mas viáveis, que desejes coisas simples como um suco geladodepois de correr ou um abraço ao chegar em casa,
desejo que desejes com discernimento e com alvos bem mirados.
Mas desejo também que desejes com audácia,que desejes uns sonhos descabidose que ao sabê-los impossíveis não os leve em grande consideração,mas os mantenha acesos, livres de frustração,desejes com fantasia e atrevimento,estando alerta para as casualidades e os milagres,
para o imponderável da vida, onde os desejos secretos são atendidos.
Desejo que desejes trabalhar melhor, que desejes amar com menos amarras,que desejes parar de fumar, que desejes viajar para bem longee desejes voltar para teu canto, desejo que desejes crescere que desejes o choro e o silêncio, através deles somos puxados pra dentro,
eu desejo que desejes ter a coragem de se enxergar mais nitidamente.
Mas desejo também que desejes uma alegria incontida,que desejes mais amigos, e nem precisam ser melhores amigos,basta que sejam bons parceiros de esporte e de mesas de bar,que desejes o bar tanto quanto a igreja,mas que o desejo pelo encontro seja sincero,que desejes escutar as histórias dos outros,que desejes acreditar nelas e desacreditar também,faz parte este ir-e-vir de certezas e incertezas,que desejes não ter tantos desejos concretos,que o desejo maior seja a convivência pacífica
com outros que desejam outras coisas.
Desejo que desejes alguma mudança,uma mudança que seja necessária e que ela não te pese na alma,mudanças são temidas, mas não há outro combustível para essa travessia.Desejo que desejes um ano inteiro de muitos meses bem fechados,que nada fique por fazer, e desejo, principalmente,que desejes desejar, que te permitas desejar,pois o desejo é vigoroso e gratuito, o desejo é inocente,não reprima teus pedidos ocultos, desejo que desejes vitórias,romances, diagnósticos favoráveis, mais dinheiro e sentimentos vários,mas desejo, antes de tudo, que desejes, simplesmente.                                         
Martha Medeiros

segunda-feira, maio 09, 2011

Normose



Martha Medeiros

Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?
Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

terça-feira, abril 26, 2011

Mulher despida


Martha Medeiros

Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade - emocionalmente. Nudez pode ter um significado diferente. Muito mais intenso é assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história. 
É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente. Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos - aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana. Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.

Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expôr nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior. Mas é o que devemos continuar fazendo. Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro.
Não conheço strip-tease mais sedutor.
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