Mostrando postagens com marcador Lu Rossi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lu Rossi. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, julho 11, 2018

Eu dou conta




Eu sempre dei conta da dor, do riso, do grito, da espera e do medo; nada fácil, mas consegui.
Eu também já dei conta daquilo que tentaram fazer de mim. Já abaixei a cabeça pra injustiça, já engoli mentiras, já dormi chorando por calar a minha voz.

Eu já fui coadjuvante das minhas próprias histórias quando permiti que concluíssem por mim aquilo que penso e o que sinto.
Já omiti emoção e já virei as costas ao que minha intuição escancarava diante dos meus passos.
Ja vendei meus olhos, já ensurdeci meus ouvidos, já sabotei minha fala. Já duividei da minha Fé.

Eu sou gente e nunca tive a pretensão de concorrer com a perfeição - esse status não corresponde ao que chamo de humano, é condição Divina mesmo.

Virei a mesa e decidi dar conta daquilo que escolhi pra mim e pra quem quero comigo. Descobri que a tarefa mais digna a se fazer por nós mesmos é a de dar conta do que somos. Há quem não dê; afinal é mais fácil seguir um roteiro do que construir o caminho.

Prezo o que sinto, defendo o que acredito, protejo o que é afeto, limito invasões e calo aquilo que tenta me concluir; porque dou conta inclusive de reconhecer minhas próprias falhas, equívocos e limitações. Acabamentos só na construção civil; quando falamos em gente que sabe ser grande tudo é continuidade e permanente reforma.

Entrega não é resultado, é processo. Dar conta é saber-se muito mais do que exibe o porta retratos da sua sala de estar.

Ouse saber-se.

- Lu Rossi -




quinta-feira, maio 17, 2018

Status Social: em Paz





Não tenho mais habilidades para desculpas esfarrapadas que são, na verdade, estratégias covardes de manipulação emocional.

Informo aos 'jogadores' de plantão que meus ouvidos hoje são sensíveis a qualquer traço de afeto sincero, meus olhos alinharam-se às atitudes legítimas de generosidade, minhas mãos reconhecem o menor detalhe da reciprocidade e - o mais importante - meu coração aprendeu a escolher 'o que e quem' sim,  não e nunca; não por uma razão de privilégios, exclusivamente por coerência mesmo.

A vida não é tabuleiro, campo de batalha, palco ou picadeiro; ela é a arte da sensibilidade, o dom do amor, o cenário da sua história. Penso eu que deve ser um desperdício tamanho passar por aqui por qualquer outro motivo que não seja - simplesmente - a Paz.

- Lu Rossi -



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...